Apesar do Alarde Pavilhão Indie da BSG reúne bem poucos expositores

Apresentado como um dos pontos altos da edição 2014, o Pavilhão Indie da Brasil Game Show não atraiu muitas empresas, embora Toren e Aritana estejam entre os presentes - Por Kao Tokio

A Brasil Game Show, maior feira de jogos eletrônicos da América Latina, abriu oficialmente suas portas para todos na última quinta, dia 09 de outubro, prometendo um evento maior que o anterior em área e em atrações. O Play’n’Biz foi conferir o primeiro dia da feira para o grande público (dia 08 o evento era reservado somente para empresas e negócios) e verificou que, apesar de contar com um amplo espaço e stands muito atraentes e convidativos, o evento passa a nítida impressão (especialmente por tratar-se de um dia mais vazio) de ter encolhido. Da mesma forma, também o espaço reservado aos estúdios nacionais independentes parece mais tímido e sem destaque, diferente da divulgação lançada na mídia, tratando-o como um Pavilhão Indie. Ali, apenas meia dúzia de empresas compunha a área de desenvolvedores nacionais, apesar de contar com destaques como Toren, do estúdio gaúcho Swordtales, e Aritana e a Pena da Harpia, do estúdio Duaik Entretenimento.

Empreendimentos como Digiten, Garage 227 Studios, Firasoft, Reload e Game Blox avizinhavam os stands dos games mais conhecidos no final das ‘ruas’ I e J do espaço expositivo, opressivamente reunidos em um canto atrás dos stands portentosos de Americanas e Saraiva. Criadores independentes como os vistos em 2013, a exemplo de Ratto, Insane, Insígnia, Flux e Gilp, cujos trabalhos apresentavam boa consistência e qualidade de projetos, parecem não ter se animado a pagar esse ano os cerca de R$ 3,5 mil (segundo estimativas não oficiais) pelo espaço de 4m2 oferecidos pela organização.

Stand de Playstation fechado em 2013

Stand de Playstation fechado às pressas em 2013

“Fizemos a experiência com a BGS ano passado para sentir o público em relação ao Lunata”, contou o desenvolvedor Kleber Seixas, de Florianópolis, que lançou o cartunesco e divertido Lunata Rescue em um stand no evento, em 2013. “Com um feedback de mais ou menos 1.500 plays durante a feira, fizemos algumas alterações para incrementar o jogo. Ano passado acabamos ficando meio de canto… Fica muito caro [apresentar-se] dois anos seguidos em stand para divulgar o mesmo jogo”, admitiu o artista. “Esse ano estou participando da BGS durante os 5 dias com ingresso business”, concluiu. Lucas Pereira Vasconcelos, desenvolvedor responsável do estúdio Gilp, criador de Mini Ini Mo, game extremamente bem sucedido na edição 2013 da feira, informou estar envolvido em um programa de Mestrado do projeto Ciências sem Fronteiras e não ter no momento novos projetos para apresentar, o que inviabilizou a possível participação do estúdio no evento. Assim como Seixas, porém, um dos integrantes da equipe participa do pavilhão de business da feira em nome do estúdio.

Por se tratar de um dia de abertura oficial para o público, parecia razoável considerar que muitos dos interessados estariam lá para conhecer a feira e as novidades na noite de quinta, mas  a ausência da grande massa de visitantes na data destacou ainda mais a sensação de vaziez do local, com amplos corredores e stands espaçados, se comparados à estrutura de anos anteriores, o que denota a falta de muitos dos stands originalmente previstos para esta edição. A ausência de marcas consagradas e já presentes anteriormente como o NC Games, Nintendo, Riot, Blizzard, a russa Game Insight, Level Up, Hoplon, Seul Business Agency e até mesmo Game Brokers, Intel, Phillips e a barulhenta escola Seven (que quase ensurdeceu os vizinhos em 2013 com suas atrações e performances) dão uma dimensão desse encolhimento da feira. “É inacreditável o tamanho da feira este ano em relação a 2013; muitas empresas não vieram”, confidenciou um profissional de assessoria de imprensa de um dos grandes stands desse ano, que preferiu não ser identificado.

Apesar de tudo, o público deverá se divertir com o palco do novo jogo Just Dance, no stand da Ubisoft, experimentando as muitas opções de games nas áreas de Konami e Activision ou curtindo um Pinball gigante do Cartoon Network. Microsoft, já tradicional parceira do evento, e Sony, que em 2013 revelou poucos dias antes da feira sua desistência em participar do evento, estão certamente entre os espaços mais disputados da edição 2014, ao lado de Warner e a imensa área reservada aos campeonatos da Brasil Game Cup, com partidas de Dota 2, Crossfire, Chaos Online, Tanki e Ultra Street Fighter IV, entre outras diversões. A BGS segue até o próximo domingo, dia 12/10.

Comparativo de ocupação de espaço da BGS 2014 e 2013 (que continha também a área do mezanino para Business - veja no detalhe)

Comparativo de ocupação de espaço da BGS 2014 e 2013 (que continha também a área do mezanino para Business – veja no detalhe)

Sobre Kao Tokio
Editor de conteúdo do site Play'n'Biz - Pesquisador de novas mídias e entretenimento digital como linguagem e expressão da cultura contemporânea

4 Comments on Apesar do Alarde Pavilhão Indie da BSG reúne bem poucos expositores

  1. Esqueceu da Reload T.T

  2. Vinícius Rodrigues dos Santos // 12/10/2014 em 21:14 // Responder

    Esqueceram de mencionar o “Projeto ApocalipZ”, também produção nacional, que estava em frente ao estande de Toren.

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