Os curiosos e inusitados consoles da coleção particular de Marcelo Tavares expostos na BGS 2014

Na BGS 2014, Marcelo Tavares, idealizador do evento, presenteou o público com uma exposição de seu acervo particular de consoles de games, que inclui raridades e produtos praticamente desconhecidos do grande público - Por Kao Tokio

Entre os elementos que conferem saldo positivo à Brasil Game Show 2014 o público é unânime em relação à mostra “Evolução do Videogame”, que apresentou uma parte do acervo particular de consoles de jogos eletrônicos de Marcelo Tavares, idealizador da BGS e um dos maiores colecionadores de games do país.

Segundo informações, eram cerca de 100 aparelhos do total de 350 que compõem o acervo particular do empresário. O Play’n’Biz conferiu a exposição dos equipamentos e apresenta aqui algumas das curiosidades tecnológicas da 1ª à 3ª gerações de consoles de games àqueles que não puderam acompanhar a feira deste ano, que aconteceu em São Paulo, entre os dias 08 a 12 de outubro.

Consoles1Atari Video Pinball
Aparelho da criadora do VCS 2600, o Video Pinball foi um console lançado em 1978 que oferecia os jogos Pinball, Basketball e Breakout diretamente na memória do produto. O console apresentava discretos botões giratórios de controle na lateral do case plástico e outro na superfície, junto a um botão de pressão para arremesso de bolas.

Consoles2Tv Jogo 4
Produzido pela JME em 1979, o Tv Jogo era um clone do Pong doméstico da Atari, que chegou a ser lançado no Brasil pela Superkit, com jogos como Paredão, Paredão Duplo, Tênis e Futebol.

Consoles3Tele Action Tv Game
Lançado em 1976 pela DMS, este clone de Pong apresentava diferenciais como a presença de três sons diferentes para um maior realismo no jogo, apresentação de pontuação digitalmente na tela e controles separados que permitiam que dois jogadores atuassem simultaneamente a uma distância de até 4m um do outro.

Consoles4Action Max
Curioso aparelho lançado pela empresa especializada em brinquedos e figuras de ação Worlds of Wonder (mais conhecida no Brasil pelo ursinho falante Ted Ruxpin), em 1987. Diferente de outros consoles, o Action Max funcionava com fitas de vídeo em VHS, sendo necessário, além do console, um aparelho reprodutor do sistema de vídeo. Baseado em identificação de pontos específicos nos quais o jogador deve mirar no vídeo, o game se limita a um jogo de tiro e repetições de movimento, com jogos simuladores de aviões e submarinos. O console teve vida curta.

Consoles5Twin Famicom
Produto licenciado pela eletrônica Sharp a partir do console da Nintendo em 1986, o Twin Famicom apresentava além da opção de uso dos cartuchos de NES, a possibilidade de uso do disquete FDS, mídia alternativa para armazenamento de games. O sistema foi distribuído somente no Japão e apresentava muitos problemas de transferência de dados.

Consoles6U-Force
Embora permaneça na memória de alguns dos players mais antigos, o U-Force é peça de museu. O aparelho foi desenvolvido e lançado pela Broderbund para o Nintendo Entertainment System e consistia em um painel de duas lâminas que se abria e por meio do qual era possível interagir com o game por meio de raios infravermelhos, capazes de fazer a leitura da posição das mãos. O equipamento chegou a ser citado pelo site IGN como um dos piores controles para jogos de todos os tempos.

Consoles7Handyvision
Lançado em 1993 pela Dynacom no Brasil, o Handyvision era um clone (especialidade da empresa, aliás) semi-portátil do Nintendo de 8 bits, que recebia cartuchos de 72 e 60 pinos e podia ser acoplado à tv para partidas de games. Um dos atrativos do portátil era a possibilidade de utilizá-lo à distância, por meio de sinais de radiofrequência na faixa VHF da tv.

Consoles8FC Mobile
Outro clone derivado do NES, o FC Mobile era um projeto portátil que permitia o encaixe do cartucho no aparelho e dispunha de dois controles e pistola que podiam ser operados à distância com tecnologia wireless. O aparelho não é tão antigo e sua primeira versão é de 2008.

Consoles9Supervision
Produzido pela empresa Watara, de Hong Kong, e introduzido no mercado em 1992, o Supervision era um console monocromático portátil lançado para competir com o Gameboy, especialmente em virtude do preço, muito inferior ao original da Nintendo. Relatos dão conta do display de baixa qualidade do produto, que borrava as imagens, e a falta de bons títulos, além da significativa ausência de jogos da concorrente.

Consoles10Pippin
Nunca é demais falar do malfadado console da Apple, em sua única incursão pelo campo dos aparelhos de videogame. Baseado na plataforma Machintosh da empresa, a tecnologia do Pippin foi licenciada pela Bandai, à época desejosa de entrar no mercado de games. A história encarregou-se de chancelar o fracasso do projeto, em razão da falta de jogos desenvolvidos por third-parties e, especialmente, pelo grande número de consoles que saíram das linhas de montagem para os lares com defeitos diversos. O equipamento, que custava aproximadamente US$ 600, foi descontinuado dois anos depois.

O acervo completo, com imagens e outras informações, está disponível online no site do colecionador, em www.marcelotavares.com.

Sobre Kao Tokio
Editor de conteúdo do site Play'n'Biz - Pesquisador de novas mídias e entretenimento digital como linguagem e expressão da cultura contemporânea

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