Com Juca Ferreira no MinC, Games podem reconquistar a expressão alcançada em governos passados

Novo ministro da Cultura tem mantido proximidade com as questões ligadas à Cultura Digital e tem longo histórico no apoio de iniciativas ligadas à produção de sistemas livres de computação. Presente à abertura da Campus Party 2015, Juca Ferreira surpreendeu pessoas ligadas aos Games ao mostrar interesse em encontrar uma agenda para discutir o tema - Por Kao Tokio

O ministro da Cultura Juca Ferreira esteve presente na noite de 03 de fevereiro à abertura da Campus Party 2015. Em uma fala que exultou o evento, o ministro ressaltou a importância de o país “se preparar para os desafios do século 21”. Mais tarde, já fora do palco principal do evento, Juca daria uma breve mostra de seu apreço pelos jogos digitais, em conversa informal com personalidades ligadas aos games.

Foi Moacyr Alves Jr, presidente da Acigames, quem o interpelou, rememorando a fatídica ocorrência durante a audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo, em 2013, quando a então ministra declarou não achar “que jogos digitais sejam cultura“. Moacyr estava presente à ocasião, assim como o então Secretário Municipal da Cultura de São Paulo (segundo interlocutores ouvidos à época, Juca teria afirmado ao final do evento que a ministra não sabia o que dizia). O novo ministro reconheceu o presidente da Acigames, a quem expressou que o ministério deverá retomar os trabalhos nessa área, talvez já a partir da restituição do Conselho de Jogos Eletrônicos e Conteúdos Digitais, hoje desativado.

Mas o que chamou a atenção no breve encontro foi a disposição com que Juca Ferreira recebeu as ideias ligadas aos jogos digitais e a demonstração de genuíno interesse em marcar uma reunião para debater o assunto, com vistas a programas do governo federal para esse mercado. Se o fato se concretizar, pode ser um grande avanço, considerando a recentemente divulgação do ingresso de Thiago di Freitas, da Kokku Games, de Pernambuco, como representante na CNIC, a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, no MinC, segundo relatou Eliana Russi, da Abragames.

Em seu discurso na abertura da CPBr8, o ministro afirmou que “a cultura do século 21 tem a ver com se conectar em rede e possibilitar a participação de muita gente”, um princípio válido também para a produção de games nacionais. Em entrevista exclusiva concedida ao site Geração Gamer, após seu discurso de abertura na CPBr8, Juca contestou integralmente a posição da ex-ministra, ao declarar que “Videogames são sim parte da Cultura Brasileira”. Talvez um novo caminho se descortine para o desenvolvimento de games no país.

Sobre Kao Tokio
Editor de conteúdo do site Play'n'Biz - Pesquisador de novas mídias e entretenimento digital como linguagem e expressão da cultura contemporânea

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